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Esta página foi originalmente escrita em Inglês por Walt Ludwick (o proprietário da Quinta, iniciador e responsável pelo projecto), pelo que algumas expressões se mantém em inglês e as referências externas são páginas on-line e livros em inglês também. De qualquer forma esperamos que esta tradução seja útil e em caso de dúvidas sobre o conteúdo desta página ou interesse em referências em Português por favor contacte-nos.

Permacultura no Vale da Lama

Na sequência do artigo sobre “Regenerative Farming” (“cultivo” ou “agricultura” regenerativa) na “Permaculture Magazine” (veja PM#91, Spring 2017, artigo “Regenerative Farming” por Walt Ludwick), esta página serve para elaborar alguns dos tópicos que foram tocados no artigo, tais como:
- Ferramentas Ecológicas: como HugelKultur, Holstic Planned Grazing, AgroEcologia;
- Ferramentas Económicas:, tais como Business Model Canvas, CSA, Holistic Management;
- Ferramentas Culturais: DragonDreaming, Sociocracy, Holacracy, S3, WorldCafé, Forum.
Os links acima apontam para recursos externos, mas para saber mais sobre como entendemos e aplicamos estas ferramentas, clique nos separadores abaixo, à esquerda.

Esta página deve servir também como um apanhado para os parceiros da Quinta e outros interessados em saber a forma como trabalhamos. Reflecte a forma como temos aplicado as ferramentas da Permacultura na nossa Quinta, desde que acolhemos o primeiro PDC (Curso de Design em Permacultura) em 2008, assim como os focos específicos e limitações que o nosso contexto implica. Foram inseridos links sempre que possível para fontes de informação que achámos mais úteis para o nosso caso, e sobre exemplos vivos da Quinta.

Este é um documento vivo, alvo de edições recorrentes. Em qualquer caso em que a informação for insuficiente, por favor contacte por email o autor, que vai tentar responder às questões que surgirem.

Desde que os conceitos da Permacultura foram formalizados pela primeira vez no livro “Permaculture One” de Bill Mollison e David Holmgren, muitos trabalhos derivados foram publicados, mesmo pelos próprios autores.

Os Princípios foram descritos de diferentes formas, p.ex. Mollison e Holmgren – e as próprias éticas inerentes foram descritas de diferentes maneiras (“Cuidado pela Terra” e “Cuidado pelas Pessoas” são pontos comuns, mas a “Partilha Justa” foi também várias vezes interpretada como “Partilha dos Excedentes” ou “Cuidado pelo Futuro”). De qualquer forma, estas variações são todas consistentes umas com as outras, cada variante enfatizando uma diferente nuance, assim que “vive la difference”.

No contexto desta Quinta, a Permacultura providencia uma série de ferramentas de design, baseadas em padrões observados no mundo natural, para criar paisagens, estilos de vida e economias sustentáveis. Providencia uma linguagem comum para planear e projetar espaços, alinhada com as nossas imperativas éticas, e simples o suficiente para todos nós compreendermos. Linguagem que se torna mais e mais expressiva com cada projecto novo que fazemos. Está também aberta a outras ferramentas que não são parte do kit da permacultura por si (não que exista algo assim), e que também têm sido úteis nesta quinta – veja as próximas três secções – aplicadas de tal forma que assegure o alinhamento com as nossas éticas e com as leis da natureza.

Uma palavra sobre processo de design da escola de ___: alguns seguem o OBREDIM – do inglês Observation (Observação), Boundaries (Limites), Resources (Recursos), Evaluation (Avaliação), Design, Implementation (Implementação) e Maintenance (Manutenção); outros seguem SADIMETS que junta os três primeiros passos do processo anterior em Survey (Levantamento), e a seguir à Maintenance (Manutenção) acrescenta outros três passos de Evaluation (Avaliação), Tweaks (Ajustes) e Sharing (Partilha). Mas, na nossa experiência, o antigo ditado “Nenhum design sobrevive a Implementação”, tem sido verdade, e a isso acrescentaríamos que “quando chega o momento da Manutenção, o designer original há muito que partiu!”.

Por esta razão, achamos importante a sabedoria do trabalho do Instituto Savory de Gestão Holística (Holistic Management), baseado na sua máxima “Assume que as tuas suposições estão erradas” – e é uma estrutura de ferramentas de planeamento operacional feito para uma direção de operações dinâmica baseado na resposta do ambiente logo que este entra; mais sobre isto na secção da Ecologia. Os nossos métodos de governança organizacional seguem os mesmos princípios; mais sobre isto está no separador da Cultura.

O “Cuidado pela Terra” começa com compreender o nosso contexto físico e os sistemas vivos que o animam. Então, ajuda ter um levantamento da nossa propriedade (imagem em baixo à esquerda), detalhando as fronteiras e as energias que fluem através da propriedade vindas de fora. Mais notáveis no nosso caso são os padrões do sol e do vento e os fluxos de tráfego humano pelas estradas e caminhos estabelecidos, estruturas e infrastruturas. O foco inicial é a disposição da terra no clima em que operamos.

Aqui é onde o trabalho de P. A. Yeomans se torna útil, particularmente a sua “Escala de Permanência” (Keyline Scale of Permanence), que prioritiza os elementos da paisagem por ordem da sua rigidez ou durabilidade. O clima é a coisa pela qual menos podemos fazer, obviamente (embora os MICROclimas sejam outro assunto que pode mitigar o clima até certo ponto), e a Morfologia do Terreno é um factor de alto-grau que podemos ver de forma similar (de novo: mudar o relevo de uma paisagem é praticamente impossível, mas pequenas mudanças podem ter efeitos surpreendentemente significantes).

O tema a considerar a seguir é a Água, que sucede a Morfologia do Terreno no sentido em que (ver imagem em baixo – foto da direita) – cursos de água a fluirem pelos vales, prependicularmente às curvas de nível que estão mais próximas umas das outras num mapa topográfico. Estas linhas devem ser consideradas ao projectarmos elementos de um nível inferior, como Estradas, Árvores e Edifícios.

Chegados a este ponto, precisamos lidar com a realidade do contexto climático em que operamos e com o facto de que muitos padrões de design mais populares da permacultura são adapatados a climas húmidos, por exemplo as camas elevadas e as espirais de aromáticas, estruturas que promovem boa drenagem e expoem as plantas a condições mais secas, pela exposição ao sol e ao vento, não funcionam bem no nosso clima Mediterrânico de verão quente. De facto, de acordo com o mapa da NASA que realça as zonas de desertificação do globo (imagem abaixo), o Algarve está mesmo na borda de uma das áreas mais ameaçadas e claramente com tendências para tal – aquilo a que Alan Savory chamaria um “Brittle climate” (clima frágil, quebradiço), baseado na periodicidade da queda de chuva. Essencialmente, por causa da estação longa e seca, o material de plantas mortas não cai no solo e apodrece, mas fica a oxidar no sítio retardando o crescimento das plantas e o desenvolvimento do solo, de modo que as taxas de escoamento e evaporação excedam a taxa de precipitação total e, portanto – na ausência de intervenção corretiva – a terra tende a tornar-se mais seca à medida que os anos passam. Isso é contrário à lógica da Zona 5 da Permacultura – ou seja, “deixe-a em paz e a terra se recuperará” – o que geralmente é verdade, mas não em determinadas condições, certamente não no tempo de uma vida humana.

A boa notícia é que há coisas que podemos fazer para aumentar a taxa de precipitação efetiva nas nossas terras – isto é, a % de chuvas anuais que não se evaporam na superfície nem correm para fora da propriedade, mas sim é absorvida na biota (plantas e agregados de solo) ou então infiltrada para reabastecer os aquíferos locais. Para entendermos toda esta questão da conservação da água da chuva desde os primeiros princípios até os detalhes de implementação prática, o recurso mais útil que encontramos é Brad Lancaster, que publicou uma série de 3 livros sobre o tema, juntamente com vários vídeos recreativos e informativos. Os principais pontos a lembrar são:

Começar com observação longa e reflectiva (sempre em Design de Permacultura), e então depois:

1. Iniciar no topo, com soluções pequenas e simples, para
2. Abrandar o fluxo descendente da água, espalhando-o lateralmente, para
3. Embeber a esponja de matéria orgânica que vamos construir ao longo do tempo, e
4. Deixar infiltrar a água gradualmente até às raízes das suas plantas e ao lençol de águas subterrâneas subjacente.

Este é o processo de 4 passos que pode usar para rastrear e melhorar o processo que a Mãe Natureza desenvolveu para construir um habitat que é cada vez mais propício à vida.

Considerando também o lado do consumo humano: é claro que devemos economizar onde quer que possamos, mas na medida em que os efluentes são uma parte necessária da nossa vida quotidiana, devemos pensar neles em termos de dois fluxos líquidos – águas negras (o que vem das sanitas) e cinzas (o resto: bancas de cozinha, lavatórios e chuveiros e mangueiras) – tratando estes fluxos como recursos de produtos nutritivos para as nossas plantas (e leves em poluição, se tomarmos cuidado na escolha de produtos de limpeza que utilizamos). Neste tema, dois recursos que achamos mais úteis são:

- Águas negras: André Soares do IPEC no Brasil desenvolveu uma forma especial de tratamento ecológico de efluentes conhecido como Sistema Séptico de Bananeiras, e
- Águas cinzas: Art Ludwig é o autor a consultar neste tópico, tendo escrito o guia definitivo para criar um oásis com as águas cinzas (“Create an Oasis with Greywater”), e povidenciando uma excelente página de recursos neste tópico.

Voltando aos princípios primários, dos quais os Princípios de Permacultura são derivados: a Terra é um sistema fechado no que diz respeito à matéria, mas aberto em relação à energia, graças ao grande reator de fusão nuclear no céu, nosso sol. A energia não é criada nem destruída, mas simplesmente movida e/ou transformada em qualquer gradiente existente em sistemas mais ou menos complexos… E a grande ideia de projeto de permacultura é projetar sistemas que mantenham as energias a elevarem-se a si próprias ou a circular de forma a gerar ecossistemas cada vez mais abundantes em todos os níveis.

No contexto desta quinta, uma disciplina intimamente relacionada, a partir da qual adotamos muitas ideias e ferramentas, é o campo da Agroecologia, que tem muitos princípios em comum com a permacultura, ou seja, zonas baseadas em fluxos naturais de água e energia, sobreposição vertical de funções, maximizando o efeito de borda, sobreposição no tempo baseado nos próprios padrões de sucessões da natureza, ao longo de estações, ciclos de nascimento e morte e emergência natural de formas de vida mais complexas.

Na Quinta do Vale da Lama, algumas das ferramentas mais importantes:
- o padrão de Florestas Alimentares, como ensinado no nosso contexto por Ernst Gotch (ver video “Life in Syntropy”);
- o padrão de HugelKultur, apresentado da forma mais acessível por Paul Wheaton;
- gestão de pastagens com Alan Savory: plano holístico de pastagem.

No contexto de terras agrícolas extensivas, os sistemas perenes AgroSilvoPastoral são, de longe, os sistemas mais produtivos e eficientes por hectar de terra.

LINKS

Tendo em conta que as pessoas com quem lidamos são inerentemente motivadas por tendências de auto-determinação e integradoras ao mesmo tempo, o desafio na nossa paisagem social é criar um ambiente que tire o máximo benefício de ambos os sentidos. Em outras palavras: um ambiente onde tanto o individual como o coletivo são capazes de sobreviver e prosperar, sem comprometer éticas e valores fundamentais.

Para este fim (nunca totalmente alcançado, mas sempre cada vez mais próximo desse grande objetivo), descobrimos que certas ferramentas têm um grande valor prático, incluindo:

- para Alinhamento de Visão e Valores: o Dragon Dreaming, processo desenvolvido por John Croft, que foi o que fez a nossa banda soar a um só passo, no momento em que nosso coletivo cresceu ao ponto em que o alinhamento se tornou necessário. Começou com o sonho dos fundadores, que passou por um processo de morte e renascimento na vida do coletivo, emergindo através de sucessivas iterações, num forte sentido de propósito compartilhado que nos uniu a todos – “Uma experiência transformadora de viver e aprender mais perto da natureza” – que nos mantém todos juntos e manifesta-se nas nossas múltiplas esferas de ação de diferentes maneiras.

- para Impacto Coletivo: O processo do World Café tem sido usado em diferentes momentos para envolver energias externas e polinizar ideias e iniciativas de forma altamente construtiva. Isto funciona bem quando as pessoas estão no mesmo espaço em conjunto, sendo que pode ser expandido usando a tecnologia OpenSpace desenvolvida por Harrison Owen, aplicada por alguns dos colaboradores com sucesso. A perda de momentum pode ser um problema, uma vez que o grupo se dissipa e as energias se dispersam, mas ferramentas como o Skype (para interação em tempo real) e Trello (para comunicações de projetos assíncronos) ajudam a superar essas lacunas.

- para Governança: À medida que a organização emerge em torno de um propósito comum, a questão da Governança (ou seja, as regras do jogo) surgirá naturalmente: como essas regras se desenvolvem e evoluem para acompanhar o crescimento organizacional e a mudança das condições? Para satisfazer essa necessidade, começamos (como fazem muitos grupos) com o conselho e a tomada de decisões por consentimento, mas uma vez que se tornou lento e problemático (como acontece inevitavelmente), experimentamos os fundamentos da Sociocracia, nomeadamente:
- Organização Holonic (Círculos, com ligações duplas para o fluxo de informação e energia bidireccional)
- Tomada de decisões por consentimento (diferente de concenso!), incluindo o processo de eleição para papéis – existe um processo definido para isso, como com todas as decisões de governança organizacional.

Holonic Organization

Assentes nessa base, tomamos partido da Holacracia como um sistema mais robusto, que traz certas ferramentas (incluindo uma Constituição escrita) que serviram bem a estrutura da empresa… Mas no contexto da organização social (PND) e da comunidade residente, não é realmente possível implementar. Nesses contextos, achámos mais prático escolher ferramentas adequadas do arsenal extensivo da S3, que incorpora elementos de ambos os progenitores da Sociocracia e Holacracia, além de muito mais.

- para a dinâmica interpessoal: três ferramentas diferentes foram particularmente úteis, nomeadamente:
- Comunicação Não-Violenta (também conhecida por NVC) para ensinar e manter normas de discurso civilizado,
- Zegg Forum: periodicamente, e sempre que as tensões interpessoais se tornam problemáticas, nós usamo-lo para ambos: e
- Encontros Sazonais: cronometrado para os solstícios e equinócios, para manter as nossas energias alinhadas com padrões naturais, e para apreciar e celebrar os presentes especiais de cada estação.

Concluindo: Crendo no ditado imortal de Margaret Mead – “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas determinadas pode mudar o mundo; de fato, é a única coisa que já o fez” – com base na nossa própria experiência, podemos atestar a verdade disso, e a sabedoria de um sábio sem nome que acrescentou: “Se você quer mudar o mundo, lance uma festa melhor”. Para manter nossa cultura a funcionar com energia renovável, em vez de queimar o seu “combustível fóssil” (quer se chame a isso Boa Vontade ou Motivação Intrínseca ou Qi ou qualquer outro nome), estes pequenos rituais podem ter um grande significado.

LINKS

Com as suas raízes na palavra grega Oikos, um conceito multifacetado, para aqueles com interesse em explorar, o modelo económico da Quinta Mediterrânea Familiar sempre foi um caso policultural, e por esse motivo fundamentalmente alinhado com os Princípios da Permacultura. À medida que esse modelo tornou-se cada vez mais difícil de sustentar, diante do comércio global alimentado de combustíveis fósseis, novos modelos e ferramentas tornaram-se um complemento necessário.

No contexto da Quinta do Vale da Lama, ferramentas que achamos mais úteis são:

- para a criação de modelos empresariais ágeis: o Business Model Canvas (“Quadro de Modelo de Negócios”) é a nossa ferramenta mais fundamental: leve, intuitiva, com apenas com a estrutura suficiente para cobrir todas as bases essenciais. Como um plug-in dessa ferramenta, o Value Proposition Canvas (“Quadro de Proposta de Valor”) aponta um foco adicional da interface entre o cliente e o produto – especialmente útil no caso do negócio da agricultura (principalmente quando a maior parte de nós está naturalmente mais focado na produção e não na venda do produto…).

Quadro de Modelo de Negócios

Quadro de Proposta de Valor

- para Pensamento Estratégico: a análise SWOC é a ferramenta clássica que usamos ao longo de muitos anos, mas mais recentemente, temos apreciado o poder da Blue Ocean Strategy, que nos ajudou a encontrar o nosso caminho ao nos concentrarmos nas coisas que somos capazes de fazer por nós próprios, afastando-nos de pensamentos competitivos que nada nos acrescentam.

- Holistic Management: uma vez claros sobre a amplitude do todo que estamos a gerir (que vai para além da pesquisa abrangente dos limites e dos recursos), as nossas formas de produção atuais e o objetivo holístico para a quinta, então precisamos de uma estrutura que permita uma direção dinâmica das operações com base no feedback do meio ambiente. É aí que o Holistic Management framework (“quadro de Gestão Holística”) realmente se torna útil – não apenas para extensas operações de pastagens, empregando o Holistic Planned Grazing (“Pastoreio Planeado de forma Holística”), mas para a gestão de qualquer sistema complexo num ambiente dinâmico.

Em geral: atendendo à sabedoria de E.F. Schumacher (ex-gerente do UK Coal Board, do livro “Small is Beautiful” e da “Economia Budista”), economista premiado com o Prêmio Nobel Mohammed Yunus, e do último livro de Joel Salatin “Fields of Farmers” (um especialmente favorito dos proprietários desta quinta), estamos a incentivar ativamente Micro-Negócios propostos por parceiros, e até agora encontrado nesse sentido um caminho mais gratificante. Para esse fim, as ferramentas acima mencionadas podem ser úteis, desde que não as deixemos interferir com uma boa comunicação. Como em tudo: use o que funciona!

LINKS

Operacionalmente, os diversos fluxos de atividade nesta quinta poli-cultural são geridos sob o cuidado de 3 formas diferentes de organização:
- Agroturismo: o negócio da Vale da Lama Lda., que serve alojamento, alimentação e experiências imersivas baseadas num estilo de vida de uma quinta mediterrânica;
- Empresa Social: sendo o proósito do Projecto Novas Descobertas, uma ONG / associação sem fins lucrativos que oferece experiências de aprendizagem baseadas na natureza (acampamentos de verão para crianças, cursos de permacultura e oficinas, etc.)
- Desenvolvimento da Propriedade: é o interesse a longo prazo dos proprietários da quinta, Nita e Walt (N&W).

Cada entidade gere os seus próprios assuntos de forma autónoma, de acordo com as estruturas e políticas relativas ao seu próprio estatuto jurídico; cada uma exerce a administração sobre seu próprio domínio definido, ao mesmo tempo em que colabora com recursos compartilhados (por exemplo, água, estradas, várias infra-estruturas) e está colaborando em projetos – grandes e pequenos – relacionados com um maior impacto coletivo.

Algumas das colaborações mais interessantes e multidimensionais envolvendo recursos compartilhados incluem:

PROJECTOS DE ÁGUA

Restauro de uma Nora e um tanque de irrigação para usos educativos das crianças (PND)

Sistema de Rega Circulatório parte a funcionar por gravidade e parte alimentado por bombas solares (N&W)

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PROJECTOS DE AGROFLORESTA

De solo nú a Floresta Alimentar (VdL, lda.)

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De pomar de laranjeiras antigas a Jardim Florestal Alimentar (VdL, lda.)

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Mini Floresta pedagógica (PND)

PARCERIAS COM ANIMAIS

Ovelhas na Encosta Sul (incluindo o quintal de N&W)

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Galinhas no pomar de citrinos junto ao EcoResort (VdL)

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Burros nos acampamentos de Verão (PND)

CONSTRUÇÃO EM TERRA

Casas-de-banho secas pela quinta em palha, tabique, canas, madeiras (VdL)

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Casa e escritórios dos proprietários em taipa (terra batida) e adobe (N&W)

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Bio-contruções leves (estruturas de canas) na zona do campus educativo (PND)

… E, claro, temos os eventos grandes (por exemplo, os Encontros Sazonais) e os pequenos – como as “mingas”, ou grupos de trabalho, onde parceiros e vizinhos vêm para ajudar uns aos outros e ao mesmo tempo fazem alguma “coleta de lã”, por exemplo.

Como esses projetos estão inter-relacionados em três níveis: EcoLogico(ou seja, uma água, uma rede de micélio), EcoNómico (o desperdício de uma produção torna-se a matéria-prima de uma produção diferente) e EcoSocial (uma rede rica de troca simbiótica) – o resultado emergente é um Ecosistema Holístico onde o todo é muito mais do que a soma das suas partes, e vemos o sistema crescer cada vez mais resiliente e abundante ao longo do tempo.

Esse é o nosso objetivo em Design de Permacultura e Agricultura Regenerativa, e achamos importante, na escala em que atuamos, monitorizar o que estamos a fazer através do sistema de Monitorização e Avaliação (M&E) que desenvolvemos. Isso envolve todos na observação e rastreamento desses dados considerados fulcrais para o sucesso das operações, cujos dados são introduzidos num processo analítico baseado no seguinte modelo conceptual:

Este modelo, imperfeito como é (tendo em mente que “o mapa não é o território”) tem provado ser bastante útil em termos do desenvolvimento de uma linguagem comum para se comunicar sobre os nossos objetivos / intervenções / resultados – colocando a Ética da Permacultura no centro – e equilibrando diferentes fatores do nosso trabalho para um efeito regenerativo cada vez maior, através de vias energéticas estabelecidas com base nos Princípios da Permacultura.

No âmbito de uma visão geral de uma só página, este é o melhor que podemos oferecer neste momento (atualizações poderão surgir, fique atento!). Para aqueles que querem saber mais e se envolver de forma mais ativa, oferecemos o seguinte:

Este PDC Prático (Permaculture Design Course – Curso de Design em Permacultura), que vai de 1 a 15 de outubro de 2017, oferece o programa internacional de certificação de 72 horas padrão, com elementos práticos adicionais para facilitar uma aprendizagem mais profunda das aplicações práticas. Além disso: os graduados tornam-se aptos a candidatar-se a estágios após o curso.

Para saber mais, clique no banner acima.

E como sempre, se quiser ser actualizado sobre os desenvolvimentos destes e outros assuntos da Quinta…