Curso de Agricultura Biológica Regenerativa

DATA
23 a 25 de Fevereiro – 2020

LOCAL
Quinta Vale da Lama
Odiáxere – Lagos

HORÁRIO
9:00 – 12:30 / 14:00 – 18:30
(ver mais em baixo)

IDIOMA
Português

PREÇO
120€* (alimentação e acomodação não incluídas)

*Caso necessite de bolsa, alimentação e/ou acomodação, por favor, entre em contacto via e-mail, expondo o seu caso até dia 12 de Fevereiro.

CONTACTOS
ricardoduarte@projectonovasdescobertas.org
valedalama@gmail.com

PORQUÊ ESTE CURSO

A Primavera-Verão é uma época de intensa actividade na horta. O aumento do número de horas de luz, juntamente com o aumento das temperaturas, leva a uma rápida progressão do desenvolvimento das plantas.

Neste período, uma desatenção na nutrição das plantas ou na detecção de doenças ou pragas, pode colocar em risco a produção, quer em quantidade quer em qualidade.

Esta formação está pensada para apetrechar o horticultor com as ferramentas necessárias para que as hortícolas nesta época de produção cresçam sem precalços e produzam abundantemente.

ESTRUTURA E CONTEÚDO DO CURSO

3 dias de formação intensiva prática e teórica, abrangendo todos os tópicos essenciais, incluindo:
1- Sementeira e Plantação
2- Fertilização
3- Pragas e Doenças

NOTA: Consulte em baixo mais informação detalhada dos três temas na secção Programa.

SOBRE OS INSTRUTORES

Catarina Joaquim é uma engenheira agrónoma com muitos anos de experiência: primeiro como compradora para uma grande cadeia de supermercados, antes de ir para o lado do fornecimento com uma produção biológica certificada, gerindo uma produção para mercado de sucesso com Carlos Simões. Catarina e Carlos estão os dois dedicados ao propósito de melhorar a saúde humana e felicidade através do cultivo de plantas e solos saudáveis, enquanto ajudam agricultores biológicos e jardineiros a fazer o mesmo.

SOBRE O ESPAÇO

A Quinta Vale da Lama é um projecto de Agro-turismo no concelho de Lagos no Algarve, com uma produção agrícola em expansão e no processo de certificação orgânica, uma “guesthouse” com restaurante vegetariano sazonal, e uma cultura vibrante baseada nos princípios da Permacultura de cuidar do Planeta, cuidar das pessoas, e cuidar do futuro.

COMIDA E ALOJAMENTO

A alimentação e o alojamento não estão incluídos no curso. Sugerimos que traga comida em estilo pic-nic. Caso tenha necessidade de ser fornecida comida e alojamento, por favor, envie , expondo a sua necessidade.

MAIS INFORMAÇÃO DETALHADA

O clima mediterrânico, ocorrendo em cerca de 2% da área terrestre, tem características específicas que condicionam o desenvolvimento dos solos e a agricultura destas áreas. Onde nos encontramos, temos duas estações meteorológicas particularmente importantes para a produção vegetal: o outono e a primavera. Assim, definimos duas formações de quatro dias, que serão tão abrangentes quanto o tempo o permita, uma para as culturas de outono-inverno e outra para as culturas de primavera-verão.

No nosso clima, a natureza acorda no outono, após o calor e secura estival. Quando chove no outono, a microbiologia dos solos desperta para promover um crescimento espantoso e luxuriante das plantas que o habitam ou que nele nascem durante este período. Com o frio invernal, a actividade nos solos diminui, nunca no entanto cessando. É chegado o momento de maior desenvolvimento das raízes das plantas e um grande momento de criação de matéria orgânica estável nos solos. Durante o outono-inverno, a energia, o calor, o motor do crescimento e desenvolvimento das plantas está no solo. As correcções minerais e as correcções orgânicas são feitas preferencialmente nesta época. As culturas melhoradoras de solo, no nosso clima, também.

No Outono é feita a sementeira de grande parte das nossas hortícolas de outono, de inverno, de primavera e até de verão, como é o caso das cebolas. No nosso outono-inverno a água necessária em rega é muito inferior que no verão, e podemos cultivar plantas com elevado valor nutricional. Esta é a época de maior importância na produtividade que o nosso clima e solos permitem.

Também a preparação da primavera acontece no outono. As plantas hortícolas são semeadas no outono para obtenção de frutos na primavera; as árvores de fruto são remineralizadas no outono para florirem com vigor na primavera e vingarem bem os seus frutos no verão. Vários problemas que ocorrem na primavera, como pragas e doenças, ou como a queda de frutos, podem ser prevenidos com uma correcta abordagem nutricional no outono.

Por outro lado, as plantas não vivem nem crescem sozinhas num mundo vegetal. Para que tal aconteça, contribuem milhões de outros organismos, cuja vida, por sua vez, depende das plantas, numa cooperação que ocorre há milhões de anos no nosso planeta. Muitos fenómenos se passam ao nível do solo, mas o bom funcionamento da parte aérea também é fundamental para todo o sistema. Há uma profunda interdependência e interconectividade entre esferas e organismos. Vamos compreender o funcionamento dos solos, das plantas, e a sua interdependência com o meio envolvente.

PROGRAMAÇÃO

Primeiro dia: Sementeira e Plantação

Preparação de solo e cuidados a ter para uma sementeira e/ou plantação de qualidade, para as diferentes espécies.

Os cuidados nesta fase revertem no desenvolvimento mais rápido das plantas e na melhor quantidade e qualidade da produção final.

Vamos falar de temperaturas, exposição solar, tipos de raízes e comportamentos, reprodução, consociações, rotações, peletização de sementes e inoculação de raízes.

Segundo dia: Fertilização

- Fertilização sólida, líquida e foliar.
- Matérias fertilizantes comuns e menos comuns.
- Fertilizar para a produção e saúde das plantas.
- Fertilizar para resolver problemas de doenças e insectos.

A maior parte das plantas tem um potencial produtivo não explorado. Um tomateiro pode produzir durante 2 ou 6 meses, produzindo 2 ou 20 kg de tomate dependendo dos cuidados de fertilização e rega; uma alface pode pesar 200 gramas ou 1 kg; uma courgette pode produzir durante 1 ou 3 meses; uma planta de milho pode ter 1 ou 2 espigas, etc. Tudo isto é reflexo das suas condições de crescimento e tudo isto se reflete no rendimento retirado do trabalho e investimento aplicado.

Vamos exemplificar e aplicar diferentes misturas de matérias fertilizantes e especificar diferenças entre culturas.

Terceiro dia: Pragas e Doenças

Estas derivam maioritariamente de dificuldades de solo e nutricionais e, enquanto continuamos as práticas de regeneração e melhoria da qualidade do solo e de fertilização, teremos de gerir o aparecimento de pragas e doenças.

Vamos aprender a reconhecer sinais precoces e a resolver problemas já instalados.

Vamos preparar um conjunto de caldas e outras receitas para resolução de problemas causados por pragas e doenças.